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Quando e onde começaram a falar em Acessibilidade?


Quando e onde começaram a falar em Acessibilidade?

Como diz aquele ditado bastante conhecido, “o bom filho à casa torna!”.

Foi exatamente o que aconteceu comigo: acabo de retornar de um curso de inglês de dois meses que fiz nos Estados Unidos, especificamente em Orlando, na Flórida, também conhecida como a cidade natal do Mickey!

Nem preciso dizer que foi uma das melhores experiências da minha vida, especialmente por contar com duas importantes presenças: da minha mãe, que estudou comigo e de uma outra conhecida minha, com quem, confesso,  não tinha muita intimidade e que agora pude conhecer bem: A ACESSIBILIDADE!

E neste período, caminhamos  de mãos dadas, visto que em muitas cidades americanas, a preocupação prática com a acessibilidade faz dos Estados Unidos um melhores países para as PCDs (pessoas com deficiências) viverem.

Desde que foi criada, em 1973, a lei americana de reabilitação suscitou o início das adaptações em escolas e empresas, que podem ser percebidas claramente na maior parte dos locais.

Houve uma motivação histórica para este movimento, pois, com o advento da Segunda Guerra Mundial e final da Guerra do Vietnã, o país recebia de volta os seus heróis de guerra, muitos mutilados ou com outras sequelas físicas. Era urgente e necessário que fossem recebidos de forma adequada e então os ambientes começaram a ser adaptados visando o processo de re-inclusão social.

Em 1980, foi criada a ADA – Americans with Disabilities Act, promovendo a acessibilidade tanto no trabalho, quanto em edifícios, telecomunicações, transportes públicos e em qualquer local de uso coletivo.

Em 1993, a ONU publicou as “Normas sobre a Igualdade de Oportunidades para as Pessoas com Deficiência” contemplando a acessibilidade como uma área fundamental para a igualdade de participação e desde então, os Estados Unidos se destacam em  tornar viável toda e qualquer experiência para PCDs.

No Brasil, a primeira norma técnica  surgiu em 1994, a NBR 9050, que em sua revisão, realizada em 2004, teve o título alterado para “Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos”,  seguindo uma evolução conceitual mundial da acessibilidade como recurso para qualquer pessoa e não somente para a pessoa com deficiência.

Sem o impulso histórico de soldados oriundos de guerras, a construção das cidades brasileiras não teve a acessibilidade como premissa, o que faz com que as incontáveis edificações  necessitem  passar por adaptações.

Não estou  julgando a falta de acessibilidade daquelas construções  até porque,  imagine, se hoje esse ainda é um assunto novo, que nos enche de dúvidas, que dirá no tempo de arquitetos como Oscar Niemeyer, onde os  conhecimentos do tema eram quase inexistentes!

Por esta razão, apesar do empenho e busca constante pela acessibilidade, nosso país está longe do ideal e esta diferença pude sentir na prática em minha temporada americana.

Tenho dito que lá eu “vivi”,  fui apenas Izabelle Marques, convivendo com mais facilidades e leveza em minha cadeira de rodas. Me senti mais livre e independente e isto deixou marcas profundas em mim.

Sou igualmente grata aos dois países: aos Estados Unidos pela inspiração e por me receberem como uma “Pessoa” e ao Brasil que tanto amo, por me desafiar a evoluir e  a trabalhar em busca de melhores condições, afinal,  como diz um outro ditado “adaptado” à forma “Belle” de ser:  “Sou brasileira, cadeirante,  e não desisto nunca!”.

IZABELLE MARQUES.

Linha do tempo da acessibilidade

  • 1917- Final da primeira Guerra Mundial
  • 1973- Lei Americana de Reabilitação
  • 1975- Fim da Guerra do Vietnã
  • 1980- Criação da A.D.A: Américans with Disabilities Act.
  • 1993- ONU pública a primeira Norma sobre a igualdade de oportunidades para Pessoas com Deficiência
  • 1994- Brasil cria a primeira norma técnica visando a Pessoa com Deficiência a BR9050.
  • 2004- Alteração de título da norma 9050 para : Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

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