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LER/ DORT – Doenças do trabalho


Você certamente em algum momento já ouviu essas siglas. Sabe aquela tensão no pescoço após um dia de trabalho? Ou ainda aquela sensação de peso nos braços depois de um longo período no computador? Pode ser um sinal de alerta para LER/ DORT.

São doenças típicas do trabalho intenso e repetitivo e causadas por diversos tipos de pressões existentes no trabalho, que atacam as pessoas tanto física quanto psicologicamente.

Conhecidas desde a idade média, já receberam várias denominações. Em 1700 recebeu o nome de Doença dos Escribas, em 1895 foi conhecida como Entorse das Lavadeiras, mais tarde, em 1920 tornou-se a Doença das Tecelãs, o que era nada mais nada menos do que tenossinovite, ou mais conhecida como tendinite.

A partir da década de 80 a doença se ampliou, e tornou-se um fenômeno mundial, devido a evolução do trabalho humano e o rápido crescimento do ritmo de vida diário.  Mas na década de 90 foi quando a LER cresceu acentuadamente, graças a popularização dos computadores pessoais.

Atualmente, representa 70% do conjunto de doenças profissionais registradas no Brasil, em várias funções e níveis hierárquicos.

Esta doença é a maior e incontrolada fonte de afastamento e incapacidade nas empresas, trazendo consequências sociais e econômicas consideráveis. O custo total do tratamento e afastamento de um caso de LER sem complicações é estimado em US$ 500, e quando há tratamento cirúrgico, em US$ 2.448, sendo que na ocorrência de incapacidade funcional crônica, o custo eleva-se para US$ 80 a 100 mil (YENG, TEIXEIRA e BARBOSA, 1998).

Segundo estudos da FUNDACENTRO (1991), um de cada três acidentes do trabalho localiza-se nas mãos, sendo responsável por ¼ das jornadas perdidas de trabalho; um de cada dez acidentes na mão conduz à invalidez parcial, representando 1/3 das indenizações de invalidez.

Isso gera um enorme prejuízo ao país, especialmente se adicionarmos à diminuição da produtividade, o pagamento mensal de salários a partir de 160 dias de inatividade por incapacidade total temporária, e os gastos com exames complementares, medicamentos e outros.

Se compararmos a produtividade de um trabalhador estressado, com ambiente de trabalho inadequado, sem conforto, com má postura, que toma duas a três conduções diárias, sem pausas, sem exercícios físicos com um trabalhador em condições opostas veremos que esse último rende muito mais no trabalho.

Veja abaixo os principais fatores que provocam o desenvolvimento de LER/ DORT:
• Posto de trabalho inadequado e ambiente de trabalho desconfortável;

• Atividades no trabalho que exijam força excessiva com as mãos;

• Posturas inadequadas e desfavoráveis às articulações;

• Repetição de um mesmo padrão de movimento;

• Tempo insuficiente para realizar determinado trabalho com as mãos;

• Jornada dupla ocasionada pelos serviços domésticos;

• Atividades esportivas que exijam grande esforço dos membros superiores;

• Compressão mecânica das estruturas dos membros superiores;

• Ritmo intenso de trabalho;

• Pressão do chefe sobre o empregado;

• Metas de produção crescente e preestabelecidas;

• Jornada de trabalho prolongada;

• Falta de possibilidade de realizar tarefas diferentes;

• Falta de orientação de profissional de segurança e ou medicina do trabalho;

• Mobiliário mal projetado e ergonomicamente errado;

• Postura fixa por tempo prolongado;

• Tensão excessiva e repetitiva provocada por alguns tipos de esportes;

• Desconhecimento do trabalhador e ou empregador sobre o assunto.

A prevenção continua sendo a melhor forma de combate a este problema, e também a mais barata.

Para empresários, até pouco tempo, a LER/ DORT era algo a ser negado por todos os meios possíveis. Mas para os sindicatos de trabalhadores, as doenças evidenciam-se como algo a ser explorado com o objetivo de forçar mudanças que melhorem a qualidade de vida dos trabalhadores. O e-social é uma realidade que não se pode negar. E com ela a necessidade de identificar os riscos aos quais os empregados estão expostos, e também sua correção. E isso pode ser corrigido com a utilização de uma análise ergonômica do trabalho. Melhorando desempenho dos funcionários e resultados da empresa.

Na existência de uma suspeita de lesão, o acompanhamento de um profissional especializado torna-se fundamental, para a correta avaliação e tratamento do funcionário.

Dra. Cintya Rodrigues – CREFITO SP/ 3-187306 F

Fisioterapeuta do Trabalho Ergonomista, Perito Judicial em Fisioterapia.

e-mail: cintyarodriguesfisioterapia@gmail.com

11 99844-3884

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